1. Maria Emília
Notas sobre a educação dos filhos
Maria Emília
Terminou seu curso no grupo escolar de Cambuquira, recebendo diploma em 1928.
Matriculou-se no colégio Sion, de Campanha, por interferência da sempre lembrada Mère Ferdinanda, no curso de adaptação, no ano de 1930, terminando seu curso em 1931.
Cursou o 1º ano normal até o 1º semestre, retirando-se, em seguida, do colégio por motivo de saúde e em grande parte pelo procedimento injusto da Diretora Mère Luiza, transferindo-se, em 1933, para a escola normal de São Gonçalo do Sapucaí, onde fez o 1º ano normal. Em 1934 transferiu-se para o colégio das Doroteias em Pouso Alegre, onde fez o 2º ano normal. Em 1935 lá continuou no 3º ano do curso.
Graças a Deus vai sendo boa aluna com a sua Santa proteção. Penso que terminará seus estudos em 1935.
Notas da redação:
1. A sequência escolar aqui referida era composta por 2 anos de adaptação e 3 anos normal
3. Mère Ferdinanda foi freira no Colégio de Sion. Deve ter falecido antes de Junho de 1935. Seu nome de batismo era Inês.
Conclusão dos estudos, 1935
Maria Emília
Esta, a primeira filha, Deus louvado, terminou a sua educação
superior no Colégio das Religiosas Doroteias, em Pouso Alegre, no dia 12 de
Dezembro de 1935. A festa que foi marcada para 8 desse mês, teve de ser
transferida do dia 12 do mesmo, por motivos de força maior. Eu e esposa levamos
em nossa companhia o último filho, José Sebastião, seguimos para Pouso Alegre no
dia 10 de Dezembro, hospedando em casa do meu afilhado Alexandre Magno da
Silva, onde fomos tratados com carinhos (...)sos por todos os seus.
No dia 12 de Dezembro, na missa celebrada por D. Octavio Chagas de Miranda, bispo da Diocese, houve a benção dos anéis e distribuição de diplomas de catequista às alunas, em número de 31. Foi uma bela e tocante solenidade, havendo prática (sermão) alusiva ao ato pelo Sr. Bispo Diocesano.
Recebemos a Santa Comunhão às duas da tarde, mais ou menos, houve
a entrega solene dos diplomas às 31 alunas do curso. O Salão Nobre do colégio
estava belamente ornamentado, acolhendo numerosíssima assistência.
As solenidades foram presididas pelo Sr. Bispo Diocesano, que se achava acompanhado das principais autoridades da cidade, do Deputado João Beraldo, do fiscal do colégio e do paraninfo da turma Sr. Waldemar Tavares Paes, que representava o Secretário da Educação Dr. José Bonifácio O. S. de Andrada (Nota: descendente de José Bonifácio da Independência.
Junto à mesa achava-se a Madre Alzira Villar, Diretora do Colégio, (...........) religiosas.
Foi em tudo uma justa solenidade, principalmente
pelos belos discursos pronunciados pelas oradoras da turma, senhorita Beralda,
e pelo paraninfo Sr. Tavares Paes.
No dia 13, saudosos, retornamos para o nosso lar, onde
a filha foi (...) visitada (...) pelos amigos (...).
Deus seja louvado por tudo.
Que Jesus, Maria e José a protejam sempre.
Nota da redação:
1. Mila se formou em 8.dez.1935. O narrador deste blog, José Sebastião Penido, o seu irmão caçula, tinha 5 anos quando esteve presente à formatura. Por sinal, esta foi sua 1ª viagem longa de trem .
2. A família de Mila se deslocou a Pouso Alegre por trem, partindo de Cambuquira. Era viagem de dia inteiro, saindo às 6h da manhã e chegando às 18h (atualmente, de carro, leva 1h 30m).
3. A viagem tinha paradas? o trem era locomotiva ou maria-fumaça? tinha banheiro? era higienizado? era a RMV? O que havia de especial na viagem? A estrada de ferro passava por Piranguinho? Citar os pés-de-moleque
4. O Bispo Dom Octavio Chagas de Miranda, quem celebrou a missa https://www.a12.com/redacaoa12/igreja/dom-octavio-chagas-de-miranda-tem-historia-registrada-em-site
Notas sobre Mila solteira:
1. Ao se preparar para uma festa, mantinha-se informada acerca da melhor amiga, qual roupa estava vestindo, quais acessórios usaria e notícias do evento. Toda a comunicação em bilhetinhos no leva-e-traz das meninas mais novas.
2, Mila teve um namorado chamado Jurandir. Tudo o que faziam era encostar a testa um no outro, para ficar “tirando linhada”, ou seja, ficar olhando um nos olhos do outro.
O casamento, 1940
Casou-se no dia 22 de Maio de 1940 com o Sr. José Garcia de
Oliveira, da família Garcia de Oliveira, desta cidade.
Foi um casamento por sua livre escolha, sendo seu marido tabelião local conceituado na
sociedade.
O ato civil, realizado em nossa casa, foi celebrado às 4 da
tarde, mais ou menos, assistido por pessoas íntimas das relações da ambas as
famílias.
Foi Juiz de Paz o Sr.
André Bacha escrivão o Sr. Mário Carvalho Silva, ambos desta cidade. Paraninfaram o ato, pelo noivo: Cláudio de
Carvalho, seu cunhado, e comerciante nesta, e pela noiva, Álvaro R. Costa,
meu velho amigo e companheiro de trabalhos.
O ato religioso, assistido por grande número
de pessoas, (...) execução demorada (...) foi celebrado na matriz local
às seis da tarde pelo Revmo Sr. Cônego João Rabelo de
Mesquita, cura da catedral de Campanha amigo
de nossa família, por convite especial dos noivos.
Por ele foi feita belíssima prática alusiva ao ato, que
muito agradou a todos os assistentes. Por ocasião da celebração do ato, o Sr.
Samuel P(...) executou ao violoncelo belíssima marcha nupcial. Foram padrinhos
dos noivos: Dr. Sylvio Marinho, ex-prefeito desta Vila, atualmente residente em
Belo Horizonte, por parte do noivo, e meu mano Álvaro Penido, residente em São
Lourenço. Ao regresso à casa, foi (...) assistidas (...) Devido à generosidade de
pessoas e amigos (...) assistência local (...) também estiveram presentes pessoas
residentes fora, inclusive nossa parenta Celuta Cavalvante, de Poços de
Caldas, para confeccionarem o belo vestido da noiva, muito (...) apreciado por
todos. Os noivos após o necessário descanso, seguiram para Lambari, onde pernoitaram
(...) no dia seguinte em viagem de núpcias
para o Rio de Janeiro, onde passaram cerca de oito dias. Seguiram em companhia
de nossos sobrinhos Elsa de Oliveira Fernandes, que aqui se achava a
negócios. Do Rio foram para uma casa que se achava preparada.
Graças a Deus tudo se realizou de acordo com os desejos de
nossa filha, em paz e harmonia em tudo.
Deus, pai da misericórdia, entrego-Vos os meus filhos. Que a sua santa graça os ampare sempre, em todos os
anos de sua vida de casados.
Confio-os à Santa Família de Nazaré, Jesus, Maria e José.
Louvado seja Deus.




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