Infância e família

José Nogueira Penido 


Nascimento, Batismo, Crisma 

Nasci no dia 18 de Agosto de 1882.


Batismo

Foram meus padrinhos: o Cônego João da Cruz Nogueira Penido e minha tia Áurea Umbelina de Lemos.  De representar – Maria do Carmo Grillo. 

Crisma

Fui crismado em Águas Virtuosas em 1891 ou 92, sendo meu padrinho José Quintino Pereira, de Mococa, Estado de São Paulo.


Pais

Meus pais: João da Cruz Nogueira Penido e Emília Augusta Penido.


Avós

Avós maternos: Cônego João da Cruz Nogueira Penido e Maria Rita da Silva.

Avós paternos: Antônio Dias Nogueira Penido e Balbina Medina Furtado


Meus irmãos

Mario                       Y 23-10-1884

Balbina                    Y 28-12-1886

Alda                         Y 30-05-1889

Antônio                    Y 03-09-1890 

Maria da Glória       Y 12-09-1891

João                         Y 28-03-1893

Maria de Lourdes    Y 28-09-1896

Álvaro                     Y 06-12-1897

Carmina                  Y 06-03-1900

Vicente                    Y 29-10-1904

Destes faleceram: Alda, Antônio, Maria da Glória e Maria de Lourdes.

João – faleceu a 19-7-1936

Álvaro – faleceu 12-12-1953

Carmen – falecida 23-3-1955


A Irmã Balbina 

Narrado pelo sobrinho José Sebastião (caçula de José Penido):


Tia Bita foi noiva 2 vezes: 
  • aos 15 anos, de um rapaz sem emprego nem nada, apenas de boa família;
  • após, se apaixonou por Aureliano, mas Aristodema (Todda), que o tinha por “Bilontra”, por viver na farra, pediu a José Penido que desfizesse o noivado da cunhada. Assim se fez, mas como Bita gostava mesmo de Aureliano, ficou inimiga de José Penido por muitos anos. 
Aristodema dizia que Balbina era linda! Ainda assim...
  • não se casou, nem teve filhos;
  • tinha por hábito riscar seu rosto nas fotografias (a foto acima escapou...) 


O irmão Mário

Narrado pelo sobrinho José Sebastião e pela filha Tonete (Maria Antônia):


Mário, por seu jeito peculiar de ser, tornou-se uma figura icônica da cidade de                        Cambuquira, onde veio a morar com seu irmão (no Hotel Globo? ou após casado?).


Mário era uma pessoa demasiado correta. Sua filha Tonete conta que, no período em que Vargas impôs o horário de verão, se alguém perguntasse as horas ao Tio Mário, ele lia as horas em voz alardeada, para isso elevando o braço com o relógio. Assim informava as horas: “No horário de Getúlio Vargas, são 10 horas! Mas no horário de verdade, ainda são 9 horas!”

Mário foi o proprietário de uma próspera casa de Secos & Molhados (mercearia), o que significava muito em uma cidade como Cambuquira, destino de veraneio da elite carioca. Em suas viagens ao Rio de Janeiro, Mário era pessoalmente recebido pelo gerente do banco do qual era correntista.

A moda impôs calças às mulheres. Rigoroso, Tio Mário afirmou que “filha minha não usa calça”. Na prática, ele a veria assim porque suas amigas se postavam à porta de sua loja, no momento em que ela por ali passava, vestindo calça.

Ainda era o tempo dos “Contos de Réis”,  mas eis que surge a inflação. Nestes novos tempos, Mário adotou procedimento ímpar: “O arroz dessa saca, que chegou nesta semana, custa 3 Mil Réis. Mas o daquela saca, que chegou na semana passada, custa 2 Mil Réis”. Assim, seu negócio minguou tão logo comerciantes de cidades próximas compraram o que puderam, a menor custo.

Mais informação sobre o lendário Mário aqui.




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